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Documentários

Sherlock Holmes: The Great Detective

     1995.

     A&E Network Television.

     David Burke volta a interpretar o papel de Watson em um jantar fictício onde, utilizando filmagens de episódios da famosa série com ele e Jeremy Brett (ITV), revela curiosidades sobre o "verdadeiro" Sherlock Holmes. Este episódio documentário foi ao ar após a série ser cancelada devido aos problemas de saúde de Brett, que morreria no mesmo ano. 

     Principais pontos destacados no documentário: 

     - o local onde Watson e SH se encontram está marcado por uma placa com a famosa frase "Você esteve no Afeganistão, eu presumo"

     - Doyle escolheu Walter Paget para ser seu ilustrador, mas seu irmão, Sydnei, abriu a carta, pegou o trabalho e ainda usou a silhueta de Walter como modelo.

     - em 23 histórias, Holmes se depara com uma figura paterna agressiva, que não aceita ou rejeita o filho e a filha. Isso reflete o fato da infância de Doyle ter sido marcada por ter um pai alcoólatra.

     - Holmes acredita que a inteligência é hereditária por causa de Mycroft e sua arrogância era uma característica da sociedade imperial.

     - a Scotland Yard acreditava que os crimes só poderiam ser causados pelos pobres, mas Holmes e Watson provam o contrário.

     - assim como Doyle queria matar Holmes, destruir o monstro que criara, deixou uma porta aberta: não havia corpo, nem prova.

     - William Gillette, que interpretou Holmes no teatro, inaugura o uso do chapéu. No entanto, Eille Norwwood foi o ator que mais interpretou Holmes na época e era o favorito de Doyle.

     - importante registrar que o estilo de Doyle de escrever era muito mais direto e moderno que o estilo floreado, comum na época.

   

Sherlock Holmes: The True Story

     2003.

     Discovery Network.

     Documentário focado nos casos reais resolvidos por Joseph Bell e a vida pregressa de Arthur Conan Doyle, mostrando como ambos vão se tornar o caldo criativo para a construção de Sherlock Holmes. A parte alta do documentário é o foco nos casos reais de Bell, mostrando como ele praticamente construiu do nada o que hoje conhecemos como medicina forense.

     Principais pontos destacados no documentário: 

     - Bell era um cirurgião e professor na Universidade de Edimburgo. 

     - Dr. Henry Duncan Little-John o convida para investigar uma morte suspeita. Ele fizera a autópsia de uma garota que sofrera múltiplas facadas e morrera duas semanas depois no hospital.

     - Bell foi o primeiro a usar autópsia como uma ferramenta de investigação. Ele dizia que muitos homicídios eram encobertos como suicídios ou acidentes e que era preciso investigar a causa da morte.

     - entre 1874 e 1878, Bell estudou química, toxicologia, patologia e análise da escrita, quatro habilidades básicas para a ciência forense moderna.

     - trabalhou em sete casos reais e descobriu o culpado em cinco deles, mas sempre se manteve longe da imprensa.

     - Doyle se juntou a ele em 1877, quando tinha apenas 17 anos. Bell chamava a sua técnica de dedução de O Método: observar cuidadosamente, deduzir corretamente e confirmar com evidências sólidas.

     - as cinco sementes de laranja e a cena onde SH descobre de onde veio alguém apenas pela mancha em sua calça são referências diretas à Bell.

     - seu caso mais importante envolve o assassinato da esposa de Eugene Chantell, um linguista francês. Ela parece estar muito mal, sofrendo de envenenamento. O linguista culpa o gás que escapa dos canos, mas Bell encontra vômito em uma das fronhas, o que não combina por envenenamento por gás. A mulher morre, Bell faz a autópsia, mas não encontra traços de gás em lugar algum. Testa diversos venenos, mas não encontra nada. Sobra somente o ópio, mas este é volátil demais e Bell sabe que não iria encontrar vestígios no corpo. A polícia encontra um furo no cano do gás e pretende encerrar o caso, mas Bell persiste. Finalmente, ao procurar nas boticas da região, descobre que Eugene comprou 30 ampolas de ópio. Então, a análise química do vômito confirma traços de ópio e Bell apresenta seu caso. Eugene é preso por assassinato.

     - Bell e Little-John também investigam o caso de Jack, o Estripador, examinando as cartas deixadas e todo o arquivo da polícia. Ambos chegam a mesma conclusão e escrevem um relatório, que simplesmente desaparece. Acredita-se que eles achavam que o culpado era Montague Druitt.

     - Doyle, que trabalhou com Bell por um ano, o achava um homem sem coração e frio. Constrói SH desta forma e, mais tarde, credita publicamente a construção de SH à Bell, que não gosta. Ele afirma ser amaldiçoado pelo seu duplo.

How Sherlock Changed the World

     2013.

     PBS/National Geographic UK.

     Misturando depoimentos, entrevistas e cenas criadas com o famoso detetive, o documentário explora como a popularidade de SH vai influenciar na criação de diversas técnicas forenses, um ramo da investigação que não existia nos tempos do grande detetive. 

     Principais pontos destacados no documentário: 

     - não havia ciência forense quando Doyle escreveu suas histórias. Basicamente, o que a polícia fazia era ir atrás dos suspeitos e tentar arrancar uma confissão. Não havia coleta de provas.

     - coletar evidências e ser um químico amador, como SH, marcou o nascimento da ciência forense. Sua popularidade foi um mecanismo para mostrar que a coleta de dados era importante. A busca em volta do corpo em Um Estudo em Escarlate é primordial. Procurar por pegadas foi inovador. Cheirar o corpo, usar a lente de aumento, nada disso era feito na época. As evidências não podem mentir.

     - pular diretamente da evidência para a conclusão é um erro, como SH demonstrou. A única conclusão possível deve unir todas as evidências.

     - mudança do paradigma de procurar testemunhas para descobrir evidências.

     - mente aberta. Quais sãos as possíveis ações que poderiam levar às evidências que temos. A ciência serve para deduzir as características de alguém.

     - apresentou detalhes de balística e a trajetória das balas, além de ser um perito em toxicologia. 

     - SH mantinha uma coleção de vários tipos para estabelecer comparações (tabaco, terra, etc.), o que hoje é conhecido como técnica de classificação forense. Também foi o primeiro detetive a usar o microscópio.

     - quando duas coisas entram em contato, elas deixam traços umas nas outras. Esta ideia de SH ainda é base por busca de evidências.

     - usou impressões digitais muito antes da polícia, assim como o estudo e a leitura da locomoção humana, através das pegadas.